De que lado está o nosso voto?

O alto índice de abstenções, votos brancos e nulos nas últimas eleições tem me feito analisar mais friamente o papel do voto dentro de um processo eleitoral. Aliás, tenho feito um panorama ainda mais amplo, me questionando se os(as) eleitos(as) trazem em seus votos a pluralidade necessária para serem, de fato, os(as) representantes do povo?!

De certo, a nossa tão suada democracia tem, desde a sua existência, se polarizado de maneira significativa. No Brasil e no Mundo! Dificultando progressivamente a compreensão se o voto popular é capaz de eleger políticos que tenham os seus interesses convergidos com os interesses da população.

É sabido que em uma eleição polarizada a convergência desses interesses é um ponto fora da curva. O que isso quer dizer? Que em uma eleição onde as opções de escolhas se afunilam, a capacidade do(a) eleitor(a) escolher um candidato(a) que esteja alinhado com o que ele(a) acredita, se torna cada vez mais difícil.

E, mais, é primordial trazermos à tona que o não surgimento de novas lideranças advindas do meio da população também tem dificultado o processo de escolhas, contribuindo, cada vez mais, para que as velhas raposas políticas se perpetuem no poder.

Assim, a medida que os(as) candidatos(as) são reeleitos(as) continuadamente – sem que haja uma seleção daqueles(as) que realmente merecem continuar -, acumulam riquezas particulares e apropriam-se do que é público, deixando em segundo plano os interesses das classes menos favorecidas.

Portanto, desejo que o(a) brasileiro(a), antes de exercer seu papel como cidadão(ã) e ir às urnas votar, aprecie melhor os(as) candidatos(as) e faça uma escolha salutar, baseada tão somente no quão o(a) candidato(a) pode representar de maneira plural, ele, a sua família, os seus amigos, a sua comunidade, os seus pares e, por fim, todos(as) os(as) brasileiros(as).

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